
Waller e Paradise Lost podem finalmente deixar o caminho livre para personagens mais importantes. O novo Universo DC de James Gunn e Peter Safran passa por mais uma mudança significativa. Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, as séries Waller e Paradise Lost não estariam mais avançando na HBO após anos de desenvolvimento.
É importante destacar que, neste momento, a informação deve ser tratada como relato de bastidores, e não como um cancelamento oficialmente anunciado pela DC Studios. A notícia ganhou força após relatos indicando que os dois projetos originalmente anunciados para o primeiro capítulo do DCU deixaram de estar em desenvolvimento ativo.
A situação é particularmente curiosa porque Paradise Lost havia recebido uma atualização positiva do próprio James Gunn em abril deste ano. Na ocasião, o executivo afirmou que a série estava em “desenvolvimento extremo”, enquanto Booster Gold também continuava em produção.
Se o novo relato realmente representar uma mudança definitiva, porém, o cancelamento pode acabar sendo uma decisão estratégica importante para o futuro do DCU — especialmente para Mulher Maravilha.
Paradise Lost era uma história sobre as Amazonas sem Diana
Anunciada originalmente em 2023 como parte de Chapter One: Gods and Monsters, Paradise Lost seria ambientada em Themyscira, a ilha habitada pelas Amazonas.
A proposta de James Gunn era apresentar uma história de fantasia e intriga política inspirada em produções como Game of Thrones. A grande peculiaridade é que Diana não faria parte da história, já que os acontecimentos ocorreriam antes de seu nascimento.
Na época do anúncio, Gunn explicou que a série exploraria a sociedade das Amazonas e os conflitos internos de Themyscira, funcionando essencialmente como uma prequela do universo da Mulher-Maravilha.
A ideia era ousada, mas também apresentava um risco evidente: contar uma história ambientada no mundo da Mulher-Maravilha sem utilizar a própria personagem.
Agora, caso Paradise Lost realmente seja encerrada, a DC pode estar diante de uma oportunidade muito mais interessante.
O cancelamento pode abrir espaço para uma nova Mulher-Maravilha
A principal consequência positiva seria a possibilidade de a DC Studios concentrar seus esforços em um verdadeiro filme da Mulher-Maravilha.
Embora a personagem seja uma das integrantes mais importantes da DC, ela ainda não recebeu uma produção oficialmente posicionada como parte central do novo DCU. O projeto Paradise Lost poderia preencher parte desse espaço, mas também corria o risco de atrasar uma apresentação mais direta de Diana.
Com a série aparentemente fora dos planos, a DC poderia reorganizar sua estratégia e priorizar a heroína em um longa-metragem.
Isso seria especialmente relevante porque o primeiro DCU de Gunn foi anunciado como uma reconstrução completa da franquia, com Superman servindo como um dos pilares desse novo universo. A ausência de uma Mulher-Maravilha entre os primeiros grandes projetos sempre foi um dos pontos mais curiosos da estratégia.
Waller também estava presa em desenvolvimento há anos
O outro projeto afetado é Waller, série planejada para ser protagonizada por Viola Davis como Amanda Waller.
A personagem já havia aparecido em diferentes produções relacionadas à antiga continuidade da DC e foi uma das figuras que Gunn decidiu preservar durante a transição para o novo universo.
Inicialmente, Waller parecia ser uma continuação natural do trabalho de Davis como a poderosa chefe governamental responsável por operações envolvendo indivíduos superpoderosos.
Entretanto, a série enfrentou problemas de desenvolvimento. Em fevereiro de 2026, por exemplo, já havia informações de que o projeto estava passando por uma grande reformulação criativa.
Isso demonstra que a possível decisão atual não surgiu repentinamente. Waller já vinha enfrentando dificuldades para avançar enquanto outras produções do DCU recebiam prioridade.
Por que cancelar projetos pode ser positivo para o DCU?
A decisão pode parecer preocupante para quem acompanhou o anúncio original de Gods and Monsters, mas existe uma lógica importante por trás dela.
Quando Gunn e Safran apresentaram o DCU em 2023, dezenas de projetos foram anunciados para criar uma franquia conectada ao longo de vários anos. Porém, o próprio Gunn passou a defender uma política de “script-first”, na qual uma produção só deveria avançar quando tivesse uma história considerada suficientemente boa.
Essa filosofia já levou a mudanças importantes. The Authority, por exemplo, foi oficialmente descartado em 2026. Gunn explicou que o roteiro não estava funcionando adequadamente e que o projeto também não se encaixava nos planos maiores do DCU.
Portanto, abandonar Waller e Paradise Lost pode ser menos um sinal de crise e mais uma tentativa de evitar que a DC mantenha projetos apenas porque eles foram anunciados anteriormente.
A Mulher-Maravilha pode ser a grande beneficiada
Entre todas as possibilidades, a maior vencedora potencial é justamente Diana Prince.
Uma produção centrada nas Amazonas poderia ter sido interessante, mas um filme da Mulher-Maravilha possui uma vantagem evidente: apresenta diretamente uma das maiores heroínas da DC ao público do novo universo.
Além disso, a personagem tem potencial para conectar diferentes aspectos do DCU. Sua mitologia envolve deuses, monstros, magia, civilizações antigas e conflitos que podem conversar diretamente com a proposta de Gods and Monsters.
Uma nova Mulher-Maravilha também poderia estabelecer uma ponte entre o lado mais tradicional dos super-heróis e a parcela fantástica do universo criado por Gunn.
O DCU está ficando mais seletivo
A possível saída de Waller e Paradise Lost reforça uma tendência que já vinha ficando evidente: o DCU não está necessariamente tentando produzir todos os projetos anunciados originalmente.
A lista inicial sofreu diversas alterações. Alguns títulos foram cancelados, outros passaram por reformulações e novos projetos surgiram enquanto produções antigas permaneciam paradas.
Em abril de 2026, por exemplo, Gunn ainda descrevia Paradise Lost como estando em desenvolvimento avançado, enquanto outros projetos permaneciam em diferentes estágios.
O fato de Paradise Lost ter passado de uma situação aparentemente ativa para um possível cancelamento em poucos meses mostra como o planejamento do DCU pode mudar rapidamente.
O futuro pode ser menor, mas mais consistente
Se os relatos forem confirmados, a perda de duas séries anunciadas há três anos não necessariamente representa um problema para James Gunn.
Pelo contrário, pode significar que a DC Studios está finalmente reduzindo o número de projetos simultâneos para concentrar recursos, roteiros e atenção em personagens capazes de sustentar o universo no longo prazo.
Waller tinha uma protagonista excelente em Viola Davis, enquanto Paradise Lost apresentava uma proposta ambiciosa envolvendo as Amazonas. Ainda assim, nenhum dos dois projetos havia conseguido chegar à produção depois de anos.
Para os fãs, a possível consequência mais interessante é que o espaço deixado por Paradise Lost pode permitir que a Mulher-Maravilha finalmente receba a prioridade que merece dentro do novo DCU.
Por enquanto, a palavra-chave continua sendo “relatado”. A DC Studios ainda precisa confirmar oficialmente o destino das duas séries. Mas, caso a notícia seja verdadeira, o fim de Waller e Paradise Lost pode não ser simplesmente o cancelamento de duas histórias: pode ser o primeiro passo para uma estratégia mais focada — e potencialmente para a chegada de uma nova e definitiva Mulher-Maravilha ao Universo DC.







