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Empresas usam realidade virtual para melhorar experiência do cliente

O óculos de realidade virtual já conquistou seu espaço no mercado do entretenimento. Popularizado pelos games, esses equipamentos permitem ao usuário enxergar um cenário completamente virtual – em 3D – como se fosse real. Por serem versáteis, o uso deles chegou ao mundo dos negócios e promete uma experiência diferenciada de produtos e serviços para engajar o cliente e, consequentemente, fazer mais vendas.

É o caso dos profissionais engenheiros, arquitetos e designer de interiores. Os óculos podem ser usados para mostrar ao cliente de forma quase real o projeto desenhado, facilitando a compreensão por quem contratou o serviço. Basta colocá-lo e o cliente consegue vivenciar o espaço e saber se gosta do que foi apresentado. Assim também fica mais fácil fazer alterações, quando necessárias.

No mercado imobiliário, a realidade virtual (VR) representa uma revolução. Imagine que o corretor não precisa acompanhar todos os clientes aos imóveis. É só disponibilizar o equipamento e o interessado pode percorrer por toda a casa, sem precisar sair do lugar. E até conhecer mais de um imóvel disponível numa só visita. A construtora Gafisa foi pioneira  no setor ao utilizar a tecnologia nos seus estandes para venda de imóveis de 30m² a 50 m².

E as possibilidades não param por aí. Os terapeutas podem fazer o uso de aplicativos para fazer tratamento contra fobias dos paciente. E ainda na área da saúde, foi criado um jogo especialmente para distrair as crianças que precisam tomar vacina.

No ramo do varejo, existem as VR commerce, que proporcionam aos usuários visitarem lojas online e fazerem suas compras dentro no aplicativo. Diferente do e-commerce, o cliente pode andar pelos corredores e escolher seus produtos da prateleira. A primeira empresa a criar essa experiência foi a eBay, em parceria com a Mayer.

Projeções para o futuro

Por mais que esteja sendo difundida, a tecnologia ainda não alcançou efetivamente e em grande escala o mundo corporativo. O uso da VR segue a passos lentos por empresas que prezam pela inovação e acreditam que investir em novas tecnologias é garantir a sustentabilidade da empresa no futuro.

É o caso da empresa de automóveis Ford, que anunciou o uso da tecnologia para diminuir o tempo de espera no conserto do carro. O que acontece é que com o óculos e um software específico, o mecânico que não souber resolver um determinado problema no carro, pode se conectar em tempo real com o engenheiro mecânico. Antes, era necessário que este profissional se deslocasse até o local, o que poderia demorar dias.

Há ainda aplicativos que permitem o treinamento de profissionais, simulando situações reais, como na construção civil. A tendência é de que esse tipo de procedimento cresça cada vez mais, reduzindo custos e capacitando mão de obra.

Esses exemplos representam o começo de um novo tipo de mercado, porém os recursos disponíveis ainda precisam ser melhorados e os sensores refinados. O desenvolvimento dos softwares está avançando para atender as muitas possibilidades de uso da realidade virtual no dia a dia. Os especialistas da área acreditam que a computação imersiva – que engloba também a realidade aumentada – vão se tornar tão comuns quantos os smartphones são hoje. Mas para isso, existe um longo caminho a percorrer.