
Registro feito por um astrofotógrafo no Arizona mostra estruturas magnéticas gigantescas na borda solar, incluindo o fenômeno conhecido como “chuva coronal”.
O Sol ganhou um novo registro de tirar o fôlego nesta semana. A imagem escolhida pela Space como a foto espacial do dia de 3 de setembro de 2026 mostra enormes arcos de plasma se projetando para além da borda aparente da nossa estrela. O registro foi produzido pelo astrofotógrafo Mark Johnston, diretamente de seu quintal em Scottsdale, no Arizona, e revela detalhes impressionantes da atmosfera solar.

confira a filmagem no link abaixo:
Aqui: https://cdn.jwplayer.com/previews/RCU0lHUy
A fotografia é, na realidade, um quadro extraído de um timelapse de alta resolução realizado em 21 de agosto de 2026. Johnston acompanhou o Sol durante mais de duas horas, entre 7h56 e 10h12 no horário local, capturando a evolução das estruturas de plasma.
O que são os misteriosos arcos de plasma?
O fenômeno registrado é conhecido como uma arcada de loops coronais. Essas estruturas aparecem quando o plasma extremamente quente da atmosfera do Sol é conduzido e organizado pelos intensos campos magnéticos da estrela.
Os arcos podem se estender por grandes distâncias acima da superfície solar antes que o material retorne à atmosfera. Na imagem, a posição privilegiada próxima ao chamado limbo solar — a borda visível do disco — ajuda a destacar o formato tridimensional dessas estruturas.
Um dos detalhes mais fascinantes observados no registro é a chamada “chuva coronal”. Conforme parte do plasma perde calor, o material pode condensar e retornar em direção às regiões inferiores da atmosfera solar, seguindo as linhas do campo magnético.
Uma captura rara e extremamente detalhada
Para obter o registro, Johnston utilizou um telescópio refrator TEC160FL equipado com instrumentos especializados para observação solar em hidrogênio-alfa (H-alfa). Essa técnica permite destacar estruturas da atmosfera solar que normalmente seriam difíceis de enxergar com equipamentos convencionais.
O próprio astrofotógrafo considerou a captura uma oportunidade excepcional. Além de encontrar uma arcada de loops coronais, ele conseguiu registrá-la praticamente de lado, exatamente na borda do Sol, enquanto as condições climáticas estavam favoráveis.
Johnston revelou que costuma verificar imagens em tempo real do Sol todas as manhãs, incluindo observações do Solar Dynamics Observatory (SDO) da NASA. Foi justamente ao perceber a atividade solar que ele decidiu rapidamente preparar seu equipamento para realizar a captura.
O Sol continua surpreendendo os observadores
Imagens como essa também mostram por que o Sol é um dos objetos mais fascinantes para a astronomia amadora. Apesar de estar relativamente próximo da Terra em termos cósmicos, nossa estrela apresenta uma atividade extremamente dinâmica, com campos magnéticos capazes de produzir manchas solares, erupções e gigantescas estruturas de plasma.
Além da beleza visual, observar essas manifestações ajuda os cientistas a compreender melhor o comportamento do campo magnético solar e os mecanismos que governam sua atmosfera.
A imagem de Johnston é, portanto, muito mais do que uma fotografia bonita. Ela funciona como uma janela para uma região extremamente turbulenta do Sol, onde plasma superaquecido é constantemente moldado por forças magnéticas gigantescas.
E o mais impressionante é pensar que toda essa atividade acontece em nossa própria estrela — a mesma que, vista da Terra, muitas vezes parece apenas um disco luminoso no céu.







