
O Vice-campeão mundial e um dos principais nomes do cenário competitivo, Kelly compartilhou sua visão sobre quais cartas merecem atenção da Konami no Mundial Yu-Gi-Oh! após um torneio dominado por estratégias extremamente consistentes.
O Yu-Gi-Oh! WORLD CHAMPIONSHIP 2026 terminou com Mario Angelo De Micco, do Canadá, conquistando o título mundial após derrotar o britânico Josh Kelly na grande final. Apesar de terminar com o vice-campeonato, Kelly consolidou sua posição entre os principais duelistas competitivos do planeta e agora chamou atenção ao falar sobre possíveis mudanças na lista de cartas proibidas.
Em entrevista publicada após o Mundial, o jogador apresentou sua própria visão sobre quais cartas poderiam ser removidas do formato competitivo. A discussão ganhou relevância justamente porque o torneio em Tóquio evidenciou o enorme poder de determinadas estratégias, especialmente aquelas construídas ao redor de Light and Darkness Ritual.
Josh Kelly chega ao Mundial depois de uma temporada de destaque
A presença de Kelly na final não foi uma surpresa completa para quem acompanhou sua trajetória durante 2026. Antes do Mundial, o duelista já havia acumulado resultados expressivos em torneios europeus e chegou ao campeonato mundial como um dos jogadores mais experientes do circuito.
De acordo com o histórico competitivo disponível, Kelly terminou o European WCQ 2026 Points Playoffs como vice-campeão e também acumulou outros Top Cuts durante a temporada. No Mundial, ele utilizou uma construção própria envolvendo Light and Darkness Ritual, complementada por elementos de Branded e Dogmatika.
Um Mundial dominado por Light and Darkness Ritual
O desempenho de Kelly também ajuda a explicar por que a discussão sobre banimentos ganhou força. O arquétipo Light and Darkness Ritual teve presença extremamente significativa no Mundial de 2026.
Segundo levantamentos da comunidade competitiva, dez dos 30 duelistas participantes utilizaram alguma versão da estratégia, incluindo quatro listas Branded, quatro Azamina/Mitsurugi e duas construções Dogmatika/Branded. Entre os oito melhores jogadores, duas listas utilizavam Light and Darkness Ritual, enquanto Kewl Tune apareceu como outra das grandes forças do evento.
O cenário mostrou que o problema não está necessariamente em uma única carta, mas na capacidade de determinadas combinações gerarem consistência, extensão de jogadas e recursos suficientes para continuar funcionando mesmo depois de sofrer interrupções.
A opinião de um jogador que conhece o formato por dentro
A lista de Kelly deve ser encarada como uma opinião pessoal, e não como uma previsão oficial da próxima banlist da Konami. Ainda assim, o fato de vir de um finalista mundial torna a análise especialmente interessante.
Jogadores que chegam ao topo de competições como o WCS precisam compreender profundamente quais cartas proporcionam vantagem excessiva, quais mecanismos permitem que um deck se recupere de interrupções e quais componentes tornam uma estratégia consistente demais.
Essa perspectiva também pode alimentar o debate entre os próprios jogadores sobre o futuro do formato. Uma eventual lista de banimentos pode tentar reduzir o poder de determinados motores sem necessariamente destruir os arquétipos envolvidos.
Mario De Micco ficou com o título mundial
Apesar da excelente campanha, Josh Kelly não conseguiu conquistar o troféu. Na final do Yu-Gi-Oh! TCG World Championship 2026, o britânico foi derrotado por Mario Angelo De Micco, que se tornou o novo campeão mundial. A decisão aconteceu no Tokyo Garden Theater, no Japão, durante o encerramento do evento.
O resultado coloca Kelly em uma posição curiosa: ele saiu do maior torneio do ano sem o título, mas com enorme autoridade para discutir o estado atual do jogo.
Agora, a comunidade aguarda os próximos movimentos da Konami. Caso novas restrições sejam anunciadas, as opiniões de jogadores de elite como Kelly certamente serão revisitadas pelos fãs para avaliar se a empresa atacou os pontos que realmente estavam desequilibrando o formato.
Por enquanto, sua “wishlist” funciona principalmente como um retrato de como um dos melhores duelistas do mundo enxerga os problemas atuais do Yu-Gi-Oh! TCG — e como o Mundial de 2026 pode influenciar os próximos meses do cenário competitivo.







