
Fãs de Altered Carbon que procuram uma nova série de ficção científica com uma sociedade distópica, mistérios e uma identidade visual marcante podem encontrar uma opção inesperada no catálogo do Hulu. Teenage Kiss: The Future Is Dead, conhecida no Brasil como B.A: O Futuro Está Morto, apresenta uma proposta bastante diferente, mas compartilha com a produção da Netflix o interesse por futuros perturbadores e sociedades transformadas por fenômenos incomuns.
A série possui apenas oito episódios, o que facilita uma maratona relativamente rápida. Segundo a própria Hulu, a produção é baseada nos quadrinhos do artista brasileiro Rafael Coutinho e mistura ficção científica, drama, romance e suspense.
O futuro da Amazônia virou um cenário distópico
A história apresenta uma versão futurista do Brasil na qual a Floresta Amazônica foi transformada em um gigantesco parque industrial. Em meio a esse cenário, um grupo de adolescentes tenta sobreviver e preservar sua própria forma de viver enquanto uma ameaça misteriosa começa a colocar toda a sociedade em risco.
Um dos elementos mais curiosos da produção é o conceito do monocromatismo, uma espécie de fenômeno que afeta os adultos. Paralelamente, uma série de assassinatos envolvendo adolescentes aumenta a tensão e coloca em dúvida a existência da sociedade secreta formada pelos jovens.
Essa combinação de distopia, poderes especiais, conspiração e transformação social cria uma experiência que pode chamar a atenção de quem gosta de ficção científica com conceitos diferentes.
Por que os fãs de Altered Carbon podem gostar?
As duas séries não contam a mesma história e possuem propostas bastante distintas. Altered Carbon é uma ficção científica adulta centrada na possibilidade de transferir a consciência humana para diferentes corpos, explorando temas como identidade, poder, morte e desigualdade.
A produção da Netflix teve duas temporadas, com 10 episódios na primeira e oito na segunda, mas acabou cancelada antes de ganhar uma terceira temporada.
Já Beijo Adolescente aposta em uma sociedade futurista mais colorida e surreal. A semelhança está principalmente na construção de um mundo que rompe com a realidade conhecida e utiliza a ficção científica para discutir questões humanas e sociais.
Uma identidade visual completamente diferente
Um dos maiores destaques de B.A: O Futuro Está Morto é justamente sua estética. Em vez de apostar exclusivamente em ambientes escuros e tecnológicos, a produção utiliza cores fortes, efeitos visuais e elementos neon para representar seu futuro distópico.
Uma análise publicada pelo Espinof destacou justamente o contraste entre o cenário desolador e a aparência extremamente colorida da série. A publicação também chamou atenção para a influência dos quadrinhos na construção visual da adaptação.
Esse aspecto pode ser especialmente interessante para espectadores acostumados às tradicionais distopias de ficção científica dominadas por tons cinzentos e ambientes pós-apocalípticos.
Uma maratona curta para quem sente falta de Altered Carbon
Com somente oito episódios, B.A: O Futuro Está Morto oferece uma história relativamente compacta. A Hulu atualmente lista a produção em seu catálogo de ficção científica e confirma a existência de uma temporada com oito episódios.
Isso faz da série uma alternativa interessante para quem terminou uma produção de ficção científica mais longa e procura algo diferente para assistir sem assumir imediatamente um compromisso com várias temporadas.
Além disso, a origem brasileira da obra adiciona uma característica pouco comum ao gênero: em vez de reproduzir apenas cenários futuristas inspirados em grandes cidades norte-americanas ou europeias, a série constrói sua própria visão de um Brasil transformado.
Uma alternativa diferente, não uma cópia de Altered Carbon
Apesar da comparação sugerida pelo título, Teenage Kiss não tenta substituir Altered Carbon reproduzindo sua fórmula. A série segue outro caminho, concentrando-se em adolescentes, poderes, conspirações e uma sociedade futurista profundamente alterada.
Para os fãs que procuram exatamente o universo cyberpunk de Takeshi Kovacs, a experiência será diferente. Porém, para quem sente falta de uma ficção científica capaz de apresentar um mundo estranho, visualmente ousado e cheio de perguntas sobre o futuro, os oito episódios podem representar uma descoberta interessante.
E talvez esse seja justamente o maior atrativo: em vez de tentar ser uma nova Altered Carbon, a série apresenta uma visão própria de como o futuro poderia ser — e faz isso a partir de uma perspectiva brasileira.
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