
Vênus, Saturno, Júpiter e Marte estarão entre os destaques do mês de setembro, enquanto a Galáxia de Andrômeda e outros objetos distantes oferecem alvos para telescópios e binóculos.
Setembro de 2026 começa com uma programação especialmente interessante para quem gosta de observar o céu. Segundo o guia atualizado da Space.com, o mês reúne uma combinação de planetas brilhantes, encontros aparentes entre a Lua e outros astros e diversos objetos de céu profundo que podem ser observados com equipamentos simples ou até mesmo a olho nu.
Para os observadores no Brasil e em outras regiões do Hemisfério Sul, é importante lembrar que a posição dos astros e os horários de visibilidade podem ser diferentes daqueles indicados para o Hemisfério Norte. Ainda assim, vários dos fenômenos e planetas destacados durante setembro podem ser acompanhados de diferentes partes do mundo, desde que as condições meteorológicas sejam favoráveis.
Vênus começa o mês brilhando no céu
Um dos principais protagonistas será Vênus. O planeta continuará aparecendo no céu do início da noite, embora sua janela de observação diminua progressivamente ao longo de setembro.
Um dos primeiros destaques acontece em 2 de setembro, quando Vênus estará muito próximo visualmente da estrela Spica, na constelação de Virgem. A separação entre os dois objetos será inferior a dois graus, criando uma combinação particularmente interessante para observadores e fotógrafos.
Outro momento importante ocorrerá em 18 de setembro, quando Vênus atingirá seu maior brilho aparente, chegando a aproximadamente magnitude -4,8. Telescópios também poderão revelar sua fase iluminada, semelhante às diferentes fases observadas na Lua.
Cinco planetas estarão visíveis em setembro
Setembro também será um mês favorável para acompanhar Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Os cinco planetas poderão ser observados em diferentes horários e regiões do céu ao longo do mês.
Saturno será particularmente interessante, permanecendo visível durante grande parte da noite. O planeta aparecerá baixo no céu oriental depois do anoitecer e alcançará uma posição mais alta posteriormente.
Marte, por sua vez, poderá ser encontrado durante as horas que antecedem o nascer do Sol. O planeta vem aumentando gradualmente seu brilho à medida que se aproxima da Terra, tendência que deverá ficar ainda mais perceptível nos próximos meses.
Júpiter também ganhará destaque no céu da madrugada. Seu brilho intenso facilita a identificação mesmo para quem não possui instrumentos astronômicos.
Mercúrio terá uma janela de observação mais curta, aparecendo principalmente na última semana de setembro, próximo ao horizonte oeste durante o crepúsculo. Sua baixa altitude pode tornar a observação mais difícil, especialmente em locais com prédios, árvores ou outros obstáculos.
Galáxia de Andrômeda abre o calendário do mês
Logo no início de setembro, os observadores terão a oportunidade de procurar um dos objetos mais fascinantes do céu profundo: a Galáxia de Andrômeda (M31).
Na noite de 1º de setembro, ela estará bem posicionada para observação no céu noturno. A galáxia pode ser encontrada na região entre o Grande Quadrado de Pégaso e Cassiopeia. Sob um céu escuro, binóculos podem revelar seu característico aspecto difuso e alongado.
Com um telescópio de abertura moderada e um local distante da poluição luminosa, também será possível tentar identificar estruturas mais detalhadas da galáxia, além de suas companheiras mais brilhantes, M32 e M110.
Nebulosa e aglomerados também entram na lista
O calendário de setembro não se limita aos planetas. Em 3 de setembro, a chamada Nebulosa Planetária Piscante (NGC 6826) será uma alternativa interessante para quem possui um pequeno telescópio.
Localizada na constelação de Cisne, próxima da estrela Deneb, a nebulosa produz uma curiosa ilusão visual. Em baixa ampliação, pode parecer uma estrela comum. Ao aumentar a ampliação, entretanto, o observador consegue perceber melhor sua estrutura gasosa ao redor da estrela central.
Outro alvo recomendado para telescópios será o aglomerado globular M15, conhecido como Grande Aglomerado de Pégaso. O objeto estará particularmente bem posicionado em meados do mês, oferecendo uma oportunidade de observar uma enorme concentração de estrelas.
Lua também terá encontros interessantes
A Lua participará de diferentes configurações ao longo de setembro. Um dos encontros mais chamativos ocorrerá em 14 de setembro, quando uma Lua crescente ficará próxima de Vênus no céu após o pôr do Sol. A combinação poderá proporcionar boas oportunidades para fotografia, especialmente em locais com horizonte oeste desobstruído.
No fim do mês, a Lua cheia de setembro acontecerá em 26 de setembro. O fenômeno ocorre às 12h49 no horário de Brasília? Não necessariamente: o horário divulgado pela Space.com é 12h49 EDT (16h49 GMT), portanto os horários locais devem ser convertidos de acordo com a região do observador.
Como aproveitar melhor o céu de setembro
Grande parte das atrações do mês pode ser observada sem equipamentos sofisticados. Para planetas brilhantes como Vênus, Júpiter e Saturno, o próprio olho humano pode ser suficiente. Binóculos ajudam a localizar objetos mais discretos, enquanto telescópios ampliam significativamente as possibilidades.
O mais importante é procurar um lugar com pouca poluição luminosa, horizonte relativamente livre e boas condições meteorológicas. Para objetos tênues, também é recomendável permanecer alguns minutos longe de fontes intensas de luz para que os olhos se adaptem à escuridão.
Setembro, portanto, promete ser um mês movimentado para os amantes da astronomia. Entre planetas brilhantes, encontros entre a Lua e outros astros e objetos de céu profundo, o calendário oferece opções tanto para iniciantes quanto para observadores experientes. E o melhor: boa parte desses espetáculos pode ser acompanhada simplesmente olhando para cima em uma noite de céu limpo.







