Novo iPad mini ganha tela OLED e poder de fogo absurdo, mas cobra caro pela evolução

A Apple não costuma renovar sua linha compacta com calendário rígido, e quando decide mexer no iPad mini, a pancada no hardware costuma ser das grandes. O novo modelo chega chutando a porta com o novíssimo chip A20 Pro de 2 nanômetros. Na prática, a Maçã promete até 2,7 vezes mais desempenho gráfico e um salto brutal de 4,5 vezes em tarefas de inteligência artificial em relação à geração anterior com A17 Pro. Para quem optar pelo modelo topo de linha com 512 GB de armazenamento, há ainda um agrado extra: um núcleo a mais de CPU e uma Neural Engine dupla de 16 núcleos.

Mão segurando um iPad mini contra um fundo branco.

Essa usina de força agora conversa diretamente com prováveis 12 GB de memória RAM, dando folga de sobra para o Apple Intelligence rodar no próprio aparelho sem engasgos. A bateria mantém a promessa de autonomia de sempre, mas o carregamento finalmente acelerou: bate 50% em apenas meia hora na tomada com carregador adequado.

O baque, no entanto, veio na etiqueta de preço e nas opções cosméticas. A paleta de cores encolheu dramaticamente para apenas Meia-noite e Estelar. Além disso, o preço inicial disparou US$ 200 lá fora, partindo de US$ 699 na versão de 128 GB. Se você sonha com o modelo completo de 512 GB com vidro nanotextura e conexão celular, prepare o bolso: o valor decola para assustadores US$ 1.249 — território clássico de iPad Pro.

A tão aguardada tela OLED (com uma ressalva amarga)

A verdadeira estrela da renovação é o painel OLED. Antes exclusividade máxima da linha Pro entre os tablets da marca, a tecnologia finalmente aterrissa no pequeno notável. Com pico de brilho de 1.200 nits em HDR, a experiência visual é outro patamar quando comparada aos modestos 500 nits do modelo antecessor.

iPad mini sobre fundo branco executando o software Pixelmator Pro.

Graças à espessura reduzida da tela, o corpo do tablet encolheu para impressionantes 5,4 mm e o peso caiu para 255 gramas. As bordas diminuíram 24%, permitindo esticar o display para 8,5 polegadas. O balde de água fria? Nada de ProMotion a 120Hz. Ver uma tela limitada a 60Hz em um equipamento que flerta com os US$ 700 gerou revolta imediata na comunidade tech. Dave Pakula, vice-presidente de engenharia de hardware da Apple, defendeu a escolha alegando que o tempo de resposta instantâneo dos pixels no OLED entrega uma fluidez natural ao olhar, mas a ausência da taxa variável ainda vai render pano para manga.

Resistência à água inédita e som que sai do vidro

Pela primeira vez na história da família iPad, temos certificação IP67 contra água e poeira. Para selar a carcaça sem comprometer o áudio, a engenharia da Apple eliminou as tradicionais grelhas de saída acústica e adotou o sistema Acoustic Display: tweeters posicionados entre o vidro e o alumínio e woofers que vibram diretamente através do painel frontal, gerando graves encorpados e volume cristalino.

iPad mini em chamada de vídeo sobre fundo branco.

No pacote de conectividade, chegam o Wi-Fi 7, Bluetooth 6 e o modem celular proprietário C2, capaz de entregar conexões móveis até 50% mais velozes. A câmera frontal finalmente mudou para a borda lateral mais longa, consertando o eterno ângulo torto durante videochamadas na horizontal.

Rodando o iPadOS 27 e ostentando poder gráfico suficiente para rodar blockbusters pesados como Death Stranding e Control na palma da mão, o novo tablet quer se firmar como uma máquina definitiva de produtividade portátil e jogatina. Enquanto muitos gamers ainda guardam carinho nostálgico por clássicos táticos de computador e relembram as melhores armas do CS 1.6, o mercado móvel prova que um aparelho de bolso com tela primorosa hoje tem fôlego de sobra para encarar gráficos de console sem pedir arrego.

Fonte: Engadget