5 livros inéditos de fantasia para devorar agora — e um deles clama por uma série de TV

A fantasia vive um momento de ouro. Se você procura dragões colossais, magias ancestrais, tramas políticas intrincadas ou aquele romance proibido capaz de prender a respiração, a literatura fantástica atual tem entregado absolutamente tudo. O mercado está aquecido com obras originais saindo do forno, e algumas carregam um fôlego cinematográfico tão impressionante que fica difícil entender por que Hollywood ainda não bateu na porta.

Separamos cinco lançamentos e novidades imperdíveis que transitam do bom humor caótico ao épico brutal. Prepare espaço na estante.

1. Dungeons & Deliveries (A.P. Scribe)

Capa do livro Dungeons & Deliveries

Imagine viver em uma Toronto pós-apocalíptica repleta de masmorras, com o aluguel atrasado e um gato obeso de quase 14 quilos para alimentar. Alex está completamente sem dinheiro e foi rejeitado por todas as guildas da cidade. A salvação surge no lugar mais bizarro possível: uma pizzaria de esquina comandada por um lich morto-vivo.

Sua função? Ser o motoboy de plantão encarregado de levar caixas de pizza quentinhas diretamente para os chefões de masmorra mais perigosos do submundo. Nascida como um fenômeno da plataforma Royal Road, a obra traz o dinamismo dos romances LitRPG sem se levar a sério demais. É diversão despretensiosa, ágil e perfeita para quem sente falta de uma mesa caótica de RPG.

2. The Wolves of War (John Gwynne)

Capa do livro The Wolves of War de John Gwynne

Aqui entramos em outro território: densidade emocional e fantasia épica brutal. Ambientado no mesmo universo nórdico da aclamada Saga Bloodsworn, The Wolves of War bebe profundamente da mitologia eslava para criar um cenário hostil de florestas sombrias e rios congelados.

A trama carrega um peso pessoal avassalador para o autor. A protagonista Halia foi concebida em homenagem à sua filha Harriett, que possuía uma deficiência severa e faleceu em 2021. Na narrativa, Halia vive presa ao próprio corpo enquanto sonha em correr livre com os lobos. Vista por muitos como amaldiçoada, seus poderes latentes viram a única tábua de salvação da família diante de uma invasão impiedosa. É uma história monumental e comovente que clama por uma adaptação televisiva de alto orçamento.

3. Vale of Dreams (C.N. Crawford e Alex Rivers)

Capa do livro Vale of Dreams

Para quem não abre mão do subgênero ‘romantasia’, o segundo volume da série Fey Academy for Spies eleva as apostas estabelecidas no livro anterior. Acompanhamos Nia, uma livreira com a rara habilidade de cruzar as fronteiras entre os mundos humano e feérico.

Ao tentar resgatar seu grande amor em Broceliande, ela é capturada pelo aterrorizante príncipe dos feéricos, o Rastreador de Sonhos. Forçada a assumir o papel de amante de fachada, Nia precisa sobreviver a intrigas palacianas letais enquanto espiona nas sombras. A narrativa equilibra tensão romântica, espionagem e perigo na medida certa.

4. A Court of Splintered Harmony (Sarah J. Maas)

Capa do livro A Court of Splintered Harmony de Sarah J. Maas

O fenômeno Sarah J. Maas continua imparável. Inaugurando o chamado Ciclo das Valquírias dentro do universo da Corte de Espinhos e Rosas (ACOTAR), a história lida com o despertar de Koschei, o Imortal, ameaçando de vez tanto os territórios feéricos quanto o mundo dos mortais.

O apetite do público por essas histórias na tela grande ou em streaming nunca foi tão alto — algo natural numa época em que grandes produções brigam por propriedades intelectuais consagradas, assim como quando vimos Scarlett Johansson vivenciar sua própria crise criativa ao encarar um universo gigantesco em The Batman 2. Mesmo com o antigo projeto de série da obra no Hulu engavetado, a pressão dos fãs por um tratamento live-action digno só aumenta a cada novo livro.

5. Defy the Dusk (Danielle L. Jensen)

Capa do livro Defy the Dusk de Danielle L. Jensen

Se a ideia de misturar Mad Max com Expresso do Amanhã num cenário de magia corrompida chama sua atenção, Danielle L. Jensen acertou em cheio com o primeiro volume de The Sundering Duet.

Duas décadas após a magia destruir a civilização e liberar monstros noturnos, a elite vive a bordo do Dawnrider, um trem de alta velocidade que nunca para. Lirien arquiteta um golpe para derrubar o tirano que governa a composição, mas acaba sequestrada pelo líder dos rejeitados da escuridão. O ritmo é implacável, sufocante e mergulha em questões morais sobre sobrevivência e tirania.

Fonte: Comicbook